Entrevista sobre Linguas Estrangeiras - Profª. Ana Paula Botelho

Durante os anos universitários, muitas vezes o estudante é pressionado a tomar decisões que vão interferir diretamente nos seus currículos. Um exemplo muito comum é a escolha de um curso extracurricular. Alguns escolhem fazer cursos de ferramentas importantes para o seu futuro emprego, outros escolhem cursos de aprimoramento como os cursos de línguas. As línguas, principalmente, podem ser cruciais para a garantia de um emprego ou até de uma promoção. Como exemplo da necessidade, o Brasil ficou classificado na 41º posição no ranking da EF EPI de melhores falantes de inglês. Isso coloca os brasileiros abaixo de alguns países vizinhos como Argentina (15º), Peru (35º), Chile (36º) e Equador (38º).

A nossa coordenadora da disciplina ‘General English’, Ana Paula Botelho, estima que o leque de oportunidades de um profissional aumenta consideravelmente quando ele tem mais de um idioma no currículo. “A língua é um fator crucial para a circulação de informações e as trocas de todo tipo entre indivíduos, tanto em esferas profissionais quanto em culturais, sociais e científicas”, afirma a coordenadora, acrescentando que como é a língua mais procurada por recrutadores, o inglês deve ser o favorito dos estudantes. “Mas não podemos nos restringir somente aos americanos e britânicos. O espanhol, da América Latina e Espanha, também pode ser uma ótima opção de aprimoramento”.

Em um movimento que se iniciou na Copa do Mundo e se intensifica nas Olimpíadas, conseguir ter contato com o estrangeiro se torna uma ferramenta importantíssima para qualquer setor. Isso faz, claro, com que o profissional que tem o conhecimento seja mais valorizado. “Não há dúvidas de que um idioma estrangeiro, mais uma vez com destaque para a língua inglesa, é primordial para uma promoção profissional e consequente aumento salarial”, afirma Ana Paula. O conhecimento da língua inglesa pode causar uma diferença de 57% entre o salário de dois funcionários do mesmo cargo, como apresentam dados recolhidos pela Catho.

Porém, não se desespere! Com apenas dois meses, a professora acredita que é possível já aprender as estruturas gramaticais simples e um bom vocabulário da língua inglesa, principalmente se levarmos em conta as novas tecnologias. “Hoje em dia temos muitos recursos à nossa disposição graças às novas tecnologias. Sempre que possível recomendo que meus alunos coloquem em prática o que aprenderam na sala de aula e tentem ir além assistindo a filmes, ouvindo músicas ou até fazendo parte de bate-papos com pessoas de outros países”, acrescenta.